Pela incerteza caminho como quem pisa as convicções que me guiam.
Sabermos o destino só nos dá alguma certeza quanto ao fim do percurso e nunca quanto ao percurso em si. Abalroamos os obstáculos por pensarmos que são inúteis, estorvos, que propositadamente foram colocados para interromper um final que se quer concreto de felicidade e esquecemo-nos de apreciar o obstáculo na sua essência, na sua beleza. A beleza do obstáculo está na oposição que nos faz, no rebentar de energias para o ultrapassar e não na imagem crua de oposição.
Iniciar um percurso com a convicção do destino é muitas das vezes, a cada passo, uma dor insuportável por nos desviarmos do projecto inicial de caminhante certeiro. Uma dor que nos impede de reconhecer os passos, as pedras, as migalhas, que nos poderiam ajudar a recuperar o espaço/tempo despendido na viagem da qual já não temos a incerteza de querer fazer.
Penso ser esta beleza/felicidade que entramos em busca a cada percurso/viagem que empreendemos como uma derradeira e certa missão messiânica da nossa existência.
Penso ser esta beleza/felicidade que entramos em busca a cada percurso/viagem que empreendemos como uma derradeira e certa missão messiânica da nossa existência.