Paternidade consciente
Por imposição ou opção, sentimos normalmente a paternidade como algo rígido e estruturado numa postura fixa de convicções que educam pela regra e definem os valores morais e sociais a respeitar nessa família. Como é óbvio, não raras vezes, assistimos à fuga desse conjunto de normas por cautelosos desvios que não pretendem quebrar as normas estabelecidas, mas respeitar a vontade intrínseca do Ser. Nesta clássica pretensão do controlo das descobertas que o filho/a podem experimentar o pai assume um papel de tal forma egoísta que esquece estar a tentar controlar uma vida que não é sua e nunca a poderá controlar pois nem o que é seu é controlável.
O papel paternal passa então a definir-se primeiro na nossa aceitação para depois podermos receber as acções do Outro (filho/a), como um indivíduo independente e autónomo. Devemos ter egoísmo, sim, suficiente para percebermos o que queremos para depois aceitar as opções do Outro. Penso que só assim existirá uma ligação simbiótica de pai-filho/a, em que ambos assumem opções dissonantes para um mesmo caminho, o da Liberdade de Ser.
O papel paternal passa então a definir-se primeiro na nossa aceitação para depois podermos receber as acções do Outro (filho/a), como um indivíduo independente e autónomo. Devemos ter egoísmo, sim, suficiente para percebermos o que queremos para depois aceitar as opções do Outro. Penso que só assim existirá uma ligação simbiótica de pai-filho/a, em que ambos assumem opções dissonantes para um mesmo caminho, o da Liberdade de Ser.